Neurotóxico (cs). [De neur(o)- + -tóxico.] Adj. S. m. Med. 1. Diz-se de, ou substância tóxica para tecido nervoso

Empoeirado


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Terça-feira, Abril 13, 2004

Hoje a pizzaria teve quase que um movimento recorde. Eu, como um bom funcionário, participei de todas as frentes, inclusive a de tomar chuva entregando as saborosas pizzas dos glutões americanos. Aliás...hoje foi um dia de chuva. Muita chuva. Saudades de São Paulo.

Enfim...Durante o almoço...tudo em ordem! Pizzas e sanduíches para a escola. Sanduíches aos borbotões para os famintos proletários da rica America. O marasmo da tarde não previa um movimento tão grande para a hora do jantar. Mas...tempo chuvoso é o melhor tempo para comer pizza. E os preguiçosos adoram deliverys...Todos os americanos são preguiçosos. Como eu estou sem carro e tenho um irmão muito caridoso, estava eu com o carro dele. Tudo às mil maravilhas. Peguei até uma ordem no telefone onde um gago tentou se comunicar comigo...tentou...Primeira entrega...tudo bem...gorjeta...voltando à pizzaria: O CAOS! Três telefones tocando. Milhares de clientes ansiosos em um fila sem fim...mentira...era pequena...mas enfim, tinha que parecer dramático. Dali a pouco...milhares de entregas acumuladas. Eu peguei 3. Saí correndo para a primeira, já um pouco atrasada.

Cheguei. Bati na porta. Esperei. Cafunguei a pizza....cheiro de cebola com cogumelo. Legal. "Sorry, wrong address". Saí de lá chingando muito a velha, vulga "dona da pizzaria". Peguei meu carro e fui até o final da rua para olhar se realmente não tinha um número 9 naquela rua. Não tinha. "Droga, vou ter que manobrar". "Merda! Atolei!". Lá estava eu no meio de uma puta chuva, atolado, com 3 pizzas no carro que não era meu! "Tudo bem. Eu consigo sair daqui." Um pouquinho pra frente e depois pra trás. "Não deu certo". "Mas, talvez, um pouquinho mais pra frente e com força pra trás....meeeerrrrda!".

Atolado. Barro pro alto e chuva pra baixo. "Magnífico senhoras e senhores!".

Bati na porta da casa dona do jardim onde eu estava atolado. Aliás..eu não sabia que aquilo era o jardim dela. "Posso usar seu telefone!? Meu carro...hum...não sei como se fala isso...mas ele tá ali e não consigo tirar ele de lá..." "hum...you get stuck!?". É hoje eu aprendi que atolado é stuck. Enfim...liguei para a pizzaria...ninguém podia me ajudar. VOltei para o carro para tentar tirar ele de lá. PLIN! Idéia. "Vou dar a volta por trás da casa dela. E vou conseguir sair pela frente, ali do outro lado....mas eu vou pedir primeiro". Ela fez uma cara de dúvida mas me deixou....eu fui....devagarinho...ela olhando...fui fui fui...quase saindo....bruuuuuuuuuuuuuu...atolei de novo...na portinha! Frustração é quando vc está atolado a um passo de uma pedra salvadora. Lá eu estava...de novo, meia hora depois, atolado em outro lado. A mulher, super simpática e solidária se propôs a me ajudar com o carro dela...4X4 ela disse...Ok! Lá vem ela...legal...agora vai dar...Não deu. Droga. Tinha que chamar um guincho. Olhei pra trás...ela também atolou! hahahahahahaha...hilário! Mil desculpas não são suficientes para tirar da frente dela a cara de vergonha e frustração que eu tava sentindo.

Tudo bem...guincho chamado. Meu carro primeiro. Depois o dela...tudo legal....o jardim dela parecia uma pista de rally! Tá...não sei se você ainda se lembra mas eu ainda tinha 3 entregas no meu carro...contando com aquela que estava atrasada. Tá...legal...fui...entreguei. Quando eu chego na pizzaria...a velha, dona da pizzaria, olha pra mim...me vê encharcado, sujo, apavorado e com a maior cara de frustração do mundo e, sabe o que ela fez!? Não!? Nem imagina!? Ela riu! A vagabunda riu! Ela pegou o endereço errado, me fez ir para uma rua do outro lado da cidade com outras entregas, por consequência do acaso eu atolei e ela riu.

"Magnífico, senhoras e senhores"

Postado por Neurotóxico, em 11:40 PM

Domingo, Abril 11, 2004

Odeio as respostas prontas. Sabe!? Aquela resposta que todo mundo conhece e sabe que não deveria ter dado. Deveria ser considerado anti-ético. A Bíblia, o grande manual da moral e cívica, deveria conter um versículo falando exatamente isso: "Não dirás 'eu também' para nenhuma forma de demonstração de carinho. Não responderás com o mesmo elogio sempre que fores elogiado. Não dirás 'vai se foder' sempre que for provocado." Enfim...deve existir alguma coisa contra isso.

As pessoas poderiam, talvez, ser mais sinceras. Ela diz "eu te amo. Ele responde "não ligo". Ele inverteu a ordem das respostas, a resposta não era esperada, ela se sente aliviada por não ter recebido um "eu também". Mas não é assim. As pessoas, dos dois lados, esperam as mesmas respostas. Sentem-se aliviados, sim, por terem recebido a resposta hipócrita, que não significou nada e que não fez diferença.

Eu, às vezes, sinto vergonha, mesmo sendo sincera, de dar respostas esperadas. Me odeio por isso. Mas nada vale nessa situação. Vale!? Acho que as pessoas que te colocam nessa situação deveria ser condenadas à ficarem escrevendo "eu também" em um quadro negro pela vida toda! Tá...mas é inconsciente...é...fazer o que!? Nada. Afinal, eu também te amo e é verdade.

No mais ou no menos, eu não sei porque estou escrevendo isso. Nem sei exatamente o que estou escrevendo...mas sei que nada disso faz muito sentido e eu estou cansado de não ter comentários no meu blog.

Ahhh....atualizando: Meu carro foi embora. Foi difícil o adeus. Eu gostava tanto dele. Mas havia um buraco no meio do caminho e eu caí de cheio. No meio do buraco talvez houvesse uma pedra que eu também peguei de cheio. Foi um assassinato, praticamente. Maldito buraco. Meu carro, literalmente, desmontou. Ele era tão amigo, sabe!? Enfim...eu preciso de outro carro. De outro nome para ele. De outra história. De outra cor. Eu gostava tanto daquele verde musgo! Daquela lataria enferrujada! Da porta barulhenta! Do motor barulhento e fumacento! Ai que saudades que tenho! Vou sentir muitas saudades.

Abraços...

Postado por Neurotóxico, em 3:11 PM

Sexta-feira, Abril 02, 2004

Antes de mais nada....



Agora, depois de tudo isso, não existe dúvida. Nunca existiu. Como acreditar em algo sem crédito, sem valor, não é verdade!? Mas, o engraçado é que, nessa luta, não vai existir um vencedor ou um perdedor. Aliás...eu nem mesmo posso saber o que vc pensa. Na verdade nem me interessa.

Prometo, a todos vcs, que é essa a última vez que eu sujo o meu blog com coisas sem valor. Mas...eu odeio ser subestimado...isso me irrita, me deixa nervoso e desperta aquele instinto neandertal de querer ser melhor. Ai...malditos animais que somos, não!? Tão civilizados, tão racionais e presos aos mesmos instintos.

Vingança nunca foi meu forte. Eu acredito que a fraqueza das pessoas já é suficiente para que minha vingança atue. É como um jogo de xadrez..aliás eu tenho jogado muito...vc vai tirando as possibilidades da pessoa e ao mesmo tempo ela mesmo se fecha. Ela se deixa sem saída. A culpa não é sua. Nem todo o xeque é dado por consequência de um ataque. Talvez ele só estivesse se defendendo...mas vc se expôs demais...se deu mal...Xeque-mate.

Abraços....

Postado por Neurotóxico, em 2:28 PM