Neurotóxico (cs). [De neur(o)- + -tóxico.] Adj. S. m. Med. 1. Diz-se de, ou substância tóxica para tecido nervoso

Empoeirado


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Quarta-feira, Setembro 22, 2004



Abraços...

Terça-feira, Setembro 14, 2004

Eu tentei fugir um pouco disso tudo. Tentei ignorar a força de tudo que eu vivi e senti. Sobre o que pode acontecer eu não faço idéia e não quero saber. Sobre o que aconteceu eu só posso sentir saudades e saborear cada memória. Incrível como a solidão - fantasma - se faz sentir mesmo tendo eu estado sozinho por todo esse tempo. Só hoje ela se faz mais forte, real, assustadora. A vida lá fora ainda pulsa, respira, come, bebe, anda, dorme, ri. Na vida aqui de dentro, o choro engasgado por memórias não vividas. E a solidão se faz sentir. O sentimento é que a perfeição dos nossos sonhos foi muito maior do que a realidade e ainda é, ainda existe, ainda está lá, intocado e acontecendo. A melancolia dos meus passos de hoje lembraram de todos os momentos que só foram nossos - inexplicáveis. Não é o fim que machuca ou é triste, é o medo real de que aquilo seja mesmo o fim, de que nunca mais se realize o desejo e a vontade de ser feliz. E fica a falta, o vazio. E ficamos, mais uma vez, nas reticências do inacabado. O sentimento é comum, os sonhos tbm, a ausência é inexplicável.

Um beijo muito grande e cheio de carinho pra você.

Agora eu era herói
E meu cavalo só falava inglês
A noiva do Cowboy
Era você além das outras três.
Eu enfrentava os batalhões,
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês

Agora eu era um rei,
Era um bedel e era tbm juiz.
E pela minha lei,
A gente era obrigado a ser feliz.
E você foi a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país.

Não, não fuja não,
Finja que agora eu era o seu brinquedo.
Eu era o seu peão, o seu bicho preferido.
Vem, me dê a mão,
A gente agora já não tinha medo.
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido.

Agora era fatal
Que o faz de conta terminasse assim.
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu do mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim.

João e Maria - Chico Buarque


Quinta-feira, Setembro 09, 2004

Certas coisas merecem um post. Pricipalmente depois de ter passado a tarde discutindo os fetiches dos seus amigos. Enquanto a vida alheia se transformava em piada e os desejos ocultos se tornavam cada vez mais evidentes, eu comecei a pensar nos meus fetiches e nos fetiches daquelas pessoas que estiveram comigo e se eu fui competente o suficiente para realizá-los. Eu descobri que nunca realizei nenhum fetiche para pessoa alguma. Mas, tudo isso é consequência de um trauma.

A primeira pessoa com quem eu transei se chamava Luana. Eu fui atacado por ela em uma quermesse. Essa menina tinha uma história engraçada com todos os homens do meu bairro mas, isso não precisa ser exposto agora, precisa!? Enfim...ela queria ser, "também", minha namorada. Luana era grande, vertical. Morena, traços meio indígenas e com 1,90 metros de altura. Agora, imagina o Thiago sendo levado pra passear por essa criatura. Eu tinha 16 anos e ela tinha 15.

Um belo dia ela me fez homem. Ficou toda feliz por ter sido a primeira e eu, todo enrolado nos meus medos, não sabia o que fazer com nada daquilo. Enfim...

Os dias se passaram e Luana continou sendo "NOSSA" namorada. Cara, hoje eu acho que tenho alguma experiência...mas nada se compara à experiência que tinha aquela menina! Ela era uma verdadeira atriz de filme pornô! O que essas mulheres demoram anos pra aprender ela já ensinava as outras garotas lá do bairro...era praticamente a Lola Ferrari do Imirim! Certa feita ela vira pra mim e diz que queria fazer uma coisa. Eu fiquei curioso, claro! Quem não ficaria.

Sozinho em casa, tudo organizado e lá estamos nós na cama. Ela disse que queria me amarrar, eu deixei, afinal, não há nada de mal nisso. Ela amarrou os meus dois braços na cabeceira da cama. Eu logo pensei "que legal". Ela disse que queria amarrar minhas pernas...alí eu já fiquei meio cabreiro. Blz...ela amarrou a minha perna direita e logo foi correndo para a esquerda...Eu disse que ela tinha que me dar uma chance de me defender e que não amarrasse a minha perna esquerda...Ela me respeitou. Me respeitou até tirar do nada um puta bagulho cilíndrico, gigante! Eu queria morrer!! Eu só conseguia pensar que ela ia enfiar aquilo no meu cú!!! E ela veio com aquilo na minha direção e eu comecei a gritar muito! De socorro pra cima! Eu tentei tudo!! Agora...eu não sei se foi pior, mas é claro que eu me senti muito aliviado quando eu vi que aquilo era uma vela. Aliviado até a hora em que ela acendeu a vela e começou a pingar vela quente no meu peito! Agora...imagina a cena: O Thiago com os dois braços e com a perna direita amarrados, tentando se defender de uma louca incendiária de um metro e noventa de altura com uma vela na mão. Eu gritava antes de o pingo cair, a xingava de todos os nomes e ela só ria! O meu sofrimento era o seu êxtase. Sinceramente, eu nunca senti tanto ódio. Comecei a ameaçar a gigante para que ela me soltasse. De tanto a ameaçar e gritar ela foi embora. Dei graças ao ouvir a porta fechando. Senti-me aliviado até a hora que eu percebi que ainda estava amarrado e que eu teria que explicar muitas coisas para aquele que viesse me desamarrar. Mas...isso é outra história...

Traumas são traumas...para sempre nunca mais!

Isso é tudo o que eu tenho a dizer sobre fetiches.

Abraços....