Neurotóxico (cs). [De neur(o)- + -tóxico.] Adj. S. m. Med. 1. Diz-se de, ou substância tóxica para tecido nervoso

Empoeirado


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Domingo, Janeiro 30, 2005

Bom...eu adotei o garotinho aí do bigode verde e da bermuda listrada e com o Huguinho, Luizinho e Zezinho na camiseta. Aliás...se alguém um dia achar uma camiseta como essa o meu tamanho é médio. Pode comprar que eu pago depois.

Mas...voltando o menininho. Alguma coisa no olhar. Não sei. Talvez seja esse o delírio infantil. Daquele tempo que nunca chegava, dos dias que se arrastavam em longas brincadeiras nunca antes vividas. A descoberta de um mundo completamente intocado. Um inocência sábia. Uma malícia pura. Um amor vivo e a sensação da felicidade plena.

Um dia eu fui assim...hahahaha...

Abraços...

Quarta-feira, Janeiro 26, 2005



E se não existisse ontem?

E se não existisse amanhã?

E se vc tivesse só uma chance para fazer exatamente a coisa certa?

E se as consequências de todos os seus atos pudessem chegar até vc em apenas um "tic"?

E se esse "tic" fosse todo o tempo que te resta?

Vc faria?

De novo?

Vc seria feliz?

E se a felicidade fosse exatamente a negação desse momento em que se importar com as consequências parecesse tão fútil e que fazer a coisa certa seria exatamente fazer daquele "tic" a sua vida inteira?

Vc seria feliz?

The Apples In Stereo - Rainfall
Weezer - O Girlfriend
REM - The boy in the weel
Jack Johnson - Bubbletoes
Jack Johnson - Sitting, Waiting, Wishing
Jack Johnson - Flake
Midnight Oil - Cemetery In My Mind
Sense Field - Trip Poem
Sense Field - Sage
Sense Field - Chimney
Sense Field - Voice
Sense Field - Nova
Sense Field - Strung
Sense Field - Found You
Radiohead - Creep
Radiohead - No Surprises
Jane's Addiction - Jane Says
Dave Matthews - Crush
Dave Matthews - Where Are You Going
Dave Matthews - When the World Ends
Morcheeba - Otherwise
Morcheeba - Blindfold

Terça-feira, Janeiro 25, 2005



Alguns motivos, mesmo que sem motivo. Algumas considerações, mesmo que com algum desprezo. O mundo girando. A noite chegando. As estrelas caindo. O sol do outro lado do mundo. A lua e a sua tristeza crônica. Os gatos ariscos. O vento. As sombras estranhas. Os vultos. As formas desformes de silhuetas e delírios. O vazio. O frio. O sonho. Um sonho. O susto. O encontro. Conversas, sorrisos, cafés. A noite até o dia. O dia. O outro dia. O desejo. O sempre. O sim. O talvez. O não de um sim com medo de um talvez. O diz que me diz. O diz que condiz. Que não diz. Que não quer. Que quis. Quis de querer, de ficar, de ouvir, de saber. De querer sem motivo. De ser. De querer ser. De tentar ser. Ser seu. Só seu. Todo. Tudo. Nada. Nunca a metade. Nunca calado. Nunca sozinho. Nunca. Sempre. Talvez. Quem sabe se, quem sabe quando?

******

"our dreams are so related though they are often underestimated"

Abraços...

Quinta-feira, Janeiro 20, 2005

São 2 da manhã e o caminhão está lá fora limpando a neve que não para de cair. Aí...por um acaso do destino eu lembrei que quando eu era criança eu gostava muito de jogar futebol. Eu nunca fui o melhor do time...mas eu corria bastante e isso sempre me rendeu a lateral direita nos campinhos da região. Antes de ser esse "ás" no futebol eu fiz algumas aulas de judô. Sim, eu já fui judoca. Nessa mesma época de judoca eu aprendi a andar de bicicleta...andava o dia inteiro e ainda ando. Tenho a minha bicicleta e já passei com ela momentos agradáveis no verão passado. Na época do futebol eu gostava muito tbm de jogar basquete. Esse gosto me rendeu alguns títulos interescolares. Nada muito surpreendente. Eu não possuía a altura adequada mas era um aluno aplicado e tático. Tbm tinha o vôlei nas horas vagas. E depois o basquete de meia quadra ou o street que me roubava praticamente metade do dia na escola técnica onde eu frequentava por período integral. Fora tudo isso...teve o karatê e as minhas tentativa de andar de skate. Skate me causou algumas cicatrizes....já o karatê...ahhh...o karatê acabou com o meu joelho. Eu achava que tivesse sido a natação. Sim...foram cinco anos de natação. Mas não...foi o karatê. Meu joelho nunca mais foi o mesmo. Eu treinava muito. Gostava de chutar a Sensei. Ficar com a canela rocha. Como eu sou destro, eu sempre apoiava o meu peso no joelho esquerdo e na hora do chute vc exerce uma força extra e ainda torce a alavanca mais conhecida como joelho. O homem é cheio dessas alavancas. Enfim...num desses chutes, alguém bate na alavanca tensionada e exausta e vc cai no chão chorando de dor e perde todas as chances de poder se tornar um campeão...coisa que eu nunca quis, mas, meu joelho, depois do karatê, doía até nas atividades mais boçais como subir escadas ou pular cordas...eu adorava pular corda.

Outro dia eu tava relembrando que o barômetro era usado como uma maneira de prever as mudanças climáticas. Ele, se não me engano, mede a alteração da pressão atmosférica e esses resultados quando interpretados por pessoas que sabem interpretar resultados de barômetros diz lá que alguma coisa vai mudar. No meu caso o meu barômetro é o meu joelho. O que as alterações atmosféricas causam no meu joelho é conhecido como "a dor". E "a dor" significa neve.

Bom...a primeira vez que eu senti isso foi no ano passado. Eu cheguei aqui no final do outono. Em outubro ainda não tinha nevado e uma neve, leve, chegou em meados de novembro. Eu senti essa dor mas achei que fosse o velho joelho cansado de trabalho e reclamando como sempre, afinal eram 13 horas diárias de trabalho. Coincidentemente nevou no dia seguinte. E assim foi...depois em dezembro e em janeiro até fevereiro, março. Aí eu comecei a achar tudo muito estranho. Aquela dor no meu joelho e a neve no outro dia. Ninguém acreditava em mim. Ok. Eu me entendo aqui com o meu joelho. Acreditei neles. Comprei palmilhas, tensores, cremes, pômada do peixe boi da amazônia que junto com a pomada do peixe elétrico são praticamente o segredo da vida eterna - curam tudo! Enfim...meu joelho continuou doendo. Bom...vc já deve ter notado que é cíclico. A pressão atmosférica aumenta, meu joelho dói e no dia seguinte neva. Seria fabuloso, seria fantástico, magnífico poder usar isso a favor da humanidade. Seria ótimo se ontem eu não tivesse passado a noite inteira com essa dor...me virando de um lado para o outro e prevendo a neve de hoje. Ah...tbm não seria nada de mais se não fosse tbm nevar sábado, de acordo com a previsão e tbm na terça que vem. Ah...e hoje é quarta...pelo que eu lembro...nevou segunda passada, sábado passado, quinta passada e terça passada até onde minha memória permite ser explorada sem o uso de drogas. Seria legal tbm...já que é só antes de nevar, né!? Que ele se enganasse...mas não...ele não se engana...ou que só nevasse de vez em quando, né!? Mas não...e vai nevar até o final de fevereiro ou começo de março. E eu, no começo, achava ruim que antes de nevar eu tomava choque quando encostava a mão em algum metal...sim...pq tem essa tbm. Antes...quando eu não associava a minha dor a qualquer outra coisa...eu xingava a porta do carro a cada pizza entregue. Era um choque de se ouvir longe. STACK! E dói!! Aí sem querer vc encosta o braço em outra pessoa e um dos dois toma um puta choque...pq descarrega eletricidade acumulada de dois corpos...é uma loucura...e ainda me pedem bonecos de neve!!!

Isn't that beautiful? All that white shit coming down and people asking if you ever made a snow man!? I love this place! I really do!

Abraços...

Quarta-feira, Janeiro 19, 2005

Spring was never waiting for us, girl,
It ran one step ahead as we followed in the dance,
Between the parted pages that were pressed,
A love hot fevered like a striped pair of pants,
MacArthur Park is melting in the dark, all the sweet, green icing flowing down.
Someone left the cake out in the rain,
I don't think I could take it, 'cause it took so long to bake it,
And I'll never have that recipe again, oh no!
I still see the yellow cotton dress foaming like a wave upon the ground.
Around your knees, and the birds like tender babies in your hands,
And the old men playing checkers by the trees.
There will be another song for me, for I will sing it.
There would be another dream for me, someone will bring it.
Oh, I will drink the wine while it is warm,
And never let you catch me looking at the sun.
But after all the loves of my life, after all the loves, you'll still be the one.
I would take my life into my hands, and I will use it,
I will win the worship in their eyes, and I will lose it.
I will have all the things that I desire, and my passions flow like rivers in the sky,
And after the loves of my life, after all the loves of my life,
You'll still gonna be the one.
MacArthur Park is melting in the dark, all the sweet, green icing flowing down,
Someone left the cake out in the rain,
I don't think I can take it, cause it took so long to bake it,
And I'll never have that recipe again, oh no, oh no!
MacArthur Park - Jimmy Webb


Terça-feira, Janeiro 11, 2005

Um boneco de neve para alguém especial...

Talvez sim, vc merecesse um boneco de neve. Grande, redondo. Cenoura no nariz. O típico clichê do boneco de neve. Ironia ter um monte de gelo com cachecol e gorro. Mas, o boneco de neve é tão, para não falar fútil, efêmero! Nós não fomos isso. Fomos muito mais. Fomos amantes que se tornaram amigos fiéis e felizes. Eu fui feliz. Quem não seria feliz? Mesmo no meio daquele bombardeio de hormônios suicídas, qualquer pessoa seria feliz...inclusive por lembrar que eles existiram! Seria feliz pq, ao contrário do boneco de neve que vai derreter ou ser simplesmente destruído, nós construímos memórias que nem mesmo a gente vai conseguir destruir. Foram 4 anos apagados, sem notícias. Simplesmente mudos. Mas...destino ou não...estamos nós aqui de novo...como grande amigos que fomos, rindo da nossa ingenuidade, da nossa inocência.

Foi sim um trauma e uma transformação. Acredito que não foi diferente pra vc. Mas, é aquilo que eu falei, querendo ou não, não seríamos o que somos hojes se não tivesse sido exatamente daquele jeito. Teria continuado mimado. Vc teria continuado confusa. Eu lembro que vc falou que sabia que a gente não daria certo. Eu acho que a gente deu certo sim. Demos muito certo. E é por isso que posso te encarar hoje e dizer que vc é importante pra minha vida. Que vc é uma parte dela e é responsável por tudo o que eu sou hoje.

Meu, seja feliz. Não importa como. Seja feliz. Não perca tempo. As coisas sempre dão certo. Seja de um jeito ou de outro, elas vão sempre dar certo.

Abraços!!!

Segunda-feira, Janeiro 10, 2005

Não é apenas intolerância. Não é o frio. Nem é a falta de algo que eu não sei exatamante o que é. Não sei o que é...mas sei que existe. Há algum tempo eu tenho tentado discutir essa relação do real e do virtual. Discutir comigo mesmo, claro. Com quem mais!? Seria eu mais real a qualquer outra pessoa senão a mim!? Sinto dor de barriga quando como muito chocolate e fome quando trabalho um dia inteiro sem tempo para nada. Sinto dor de cabeça. Sei que cortar o dedo é uma experiência péssima e que o frio é cruel. Sei que meu cabelo não para de crescer e que por causa disso eu não vou mais cortá-lo. Sinto sono como agora. Vejo a neve caindo. Tenho noção absoluta sobre tudo o que me rodeia, fisicamente falando. Mas...será que é só isso que me faz real!?

Talvez, isso me faça real pra mim. E pra vc? O que me faz real pra vc!? Nada do que eu sinto. Nada do que eu vejo. Nada do que eu sei ou acho que sei. Você me vê e isso me faz real pra vc!? Eu não acredito em tudo o que eu vejo....vc acredita!?

Eu cheguei a uma conclusão chata de que todas as relações pessoais são mais do que virtuais. Não encontrei a palavra certa ainda. Talvez sejam imaginárias. As relações pessoais são imaginárias. Eu acho que te conheço e vc acha que me conhece e assim caminhamos felizes e sorridentes sem nos questionarmos. Ótimo...o sol vai aparecer no dia seguinte, não importa o que vc pense ou faça. E continuamos nos achando reais. Magnífico. Um mundo de amigos imaginários caminhando lado a lado crendo serem reais. Acreditar...talvez seja esse o ponto. Não importa o que vc pense ou faça...o que faz disso tudo real é o seu poder em acreditar que aquilo é real. Seus amigos imaginários serão exatamente aquilo que vc acreditar que eles são. E quando vc não quiser mais algum deles, vc simplesmente pára de acreditar que ele existe. Ele some da sua vida como se nunca tivesse existido. Talvez ele nunca tenha mesmo.

Esse é mesmo um mundo esquizofrênico. Mas...eu continuo acreditando em quase tudo o que eu vejo.

Abraços...

Sexta-feira, Janeiro 07, 2005

Eu queria ser hoje o homem mais feliz do mundo. Aos prantos, aos berros, de mãos trêmulas, os flashes sem sincronismo, ajoelhado e afirmando ser a pessoa mais abençoada do mundo. Mas esse contentamento não existe. Não hoje, quem sabe em algum dos dias do amanhã...talvez em algum lugar do ontem. O ontem sempre parece ser o lugar certo para as felicidades mais intensas. Um abrigo seguro. A certeza de que ali, naquele momento, houve um lapso de felicidade no meio de todo o turbilhão de dúvidas e erros. E a vontade de fazer aquilo de novo. A vontade de simplesmente viver aquilo, aquele exato momento, para sempre. Ter emoldurado aquele segundo de um sorriso de lado e olhares dispersos e vozes ao fundo. Voltar ao dia perfeito e fazer tudo do mesmo jeito. Ser feliz a ponto de não querer mudar nada. A felicidade crua. Desmascarada. Quase perfeita não fôssemos nós mesmos.

Sentir o cheiro. Saborear a angústia de uma memória mastigada e que cala o desejo como se ele nunca tivesse existido. É esse o hoje. Os limites do amanhã não permitem o ontem. As portas só querem se abrir com a garantia do esquecimento. Eu não quero esquecer. Eu não quis. Essa mala de memórias emboladas, esse baú de lembranças retorcidas, essa janela que se abre para o vôo de liberdade. Essa mistura de sabores e toques e retratos. Essa falha tão grotesca que nos arrebenta as entranhas e nos puxa para nós mesmos. Esse egoísmo autêntico, legítimo, firmado pelo nosso próprio pulso trêmulo e indeciso.

Queria poder simplesmente dizer que sou feliz. Sem pudores assumir a minha dúvida, o meu medo, as minhas dores, mas ainda assim ser feliz. Deitar, dormir, sonhar, acordar. Simples, exato, reto. Desejar o desconhecido curiosa e atentamente a cada despertar. Encontrar a verdade nos olhos, nas lágrimas, no brilho de um sol entre nuvens. Reconhecer o momento perfeito da felicidade perfeita.

A felicidade! Espelhada no futuro ela se parece só uma promessa impossível, distante. Ela depende de muitas outras formas de felicidades e o esforço para isso parece desumano, inatingível. Adorada no passado ela é a saudade infinita que amarga, que parece entranhada e que remoe e tinge de uma dor boa, um desalento, uma fadiga. E o hoje!? O hoje é onde a felicidade futura ainda não chegou e já é o passado embaralhado de um nada aos pés do que poderia ter sido.


Quarta-feira, Janeiro 05, 2005

Eu cheguei a pensar que 2004 nunca fosse acabar. Não que ele tenha se estendido ou se prolongado ou se tornado super enauseante. Mas porque quando eu pensei nisso ele tinha acabado de começar. Seriam 12 meses intermináveis. 12 meses saudosistas e ansiosos. Mas, eis que se vai 2004 e eu aqui em 2005 me perguntando do que valeu toda aquela ansiedade. Eu teimo sempre em lutar contra o tempo. Ao mesmo tempo que eu faço isso, eu lembro do Chapeleiro e da Lebre de Março no livro Alice no país das maravilhas. Lutar contra o tempo é praticamente impossível, não!? Ele sempre ganha.

E 2005!? Cara...2005...eu lembro que quando eu era criança eu ficava calculando quantos anos eu teria em 2003 e o que eu estaria fazendo e tals. Ficava lá me imaginando com 20 anos e achando tudo aquilo o máximo. Eu não lembro de ter passado por 2005 num desses sonhos infantis. No mais...ele já tá acabando! Afinal, ele já começou. Aliás...já se foram 5 dias.

Abraços.



Domingo, Janeiro 02, 2005



"i woke up in the city that never sleeps"

"if i could make it there, i would make it anywhere"

I'm still loving NY!!!

Abraços!