Quinta-feira, Outubro 20, 2005
Dois anos e mais alguns dias. O tempo nunca para - nunca. O nunca é engraçado. Nunca é nunca quando convêm. Nunca é sempre nunca quando não convêm. Enfim, nunca pensei que nunca fosse sempre tanto tempo. Nem foi tanto assim. Só dois anos.
Felicidade absoluta não existe - fato. Felicidade, só encontrei quando estava sozinho, quando consegui acreditar em mim mesmo. Quando consegui me sentir acompanhado, mesmo que da minha sombra; que sempre honesta e direita, nunca me largou. A felicidade é mesmo essa equação estranha que nunca, por mais que tentamos, se resolve, mesmo quando conhecemos o valor de todas as incógnitas. E caminhamos, mesmo cansados, embriagados, entorpecidos ou extasiados. Essa é a verdade.
Verdade que nunca é absoluta, mas, em que acreditar? Será que é mesmo necessário que qualquer coisa seja verdadeira para que se acredite nela!? Qual seria então a verdade dentro de cada sonho infantil de um dia duvidar que ali do lado de fora não existe malícia alguma e que as nuvens são grandes fardos de algodão-doce nadando em um mar chamado céu?
Meu irmão tem uma teoria praticamente absoluta: Todos somos felizes. Mas só sabemos depois.
Obrigado àqueles que, por algum motivo, acreditaram nos absurdos das minhas idéias.
Abraços.