Como sempre, tudo parece ser "tarde demais". É tarde demais para voltar. Tarde demais para voltar atrás. Tarde demais para pedir desculpas. Tarde demais para pedir qualquer coisa. Como sempre, o sempre nunca é o bastante, nunca sempre impera e o nada é praticamente o meu Deus, minha fé. Fé - maldita seja. Malditas sejam todas as palavras que não deviam ser ditas, todos os dias que não deviam ter existido e todas as vezes em que eu pequei por simplesmente ser o que eu sou. Se lamentar bastasse, se fosse isso suficiente para todo o meu mundo se tornar real, se qualquer sonho pudesse, se tudo simplesmente não ruísse, talvez um dia eu saísse da minha superficialidade infantil e ridícula. Foda-se. Cansei de mim. Cansei de tentar ser. Cansei de tentar. Cansei de existir só pra mim. De tornar tudo tão real e puro só pra mim. De ter tanto e nada. De não ter nada. Exatamente nada e nenhuma escolha a não ser a mesma. As mesmas dores. Os mesmos medos. O avesso de tudo e a essência do nada

Empoeirado

Antes da Esclerose


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Quinta-feira, Março 30, 2006

"...
And the waitress is practicing politics
As the businessmen slowly get stoned
Yes, they're sharing a drink they call loneliness
But it's better than drinkin' alone
..."


Billy Joel - Piano Man

Sem querer, isso já disse tudo. E viva a era do rádio!

Abraços.

Domingo, Março 26, 2006

Conto de fadas - 5

Para conseguir expressar o que eu sinto agora, seria necessário explodir uma bomba atômica dentro de um copo de isopor cheio de água. A explosão e as consequências são indiferentes, mas, os pedaços do copo e a água são os pontos relevantes. Sinceramente, não sei o que sentir. Raiva, ódio, ressentimento, dúvida, desespero. Tudo misturado em um drink chamado: romance. Odeio romance. Adoro paixão, no entanto. Mas não existe romance sem paixão e tampouco o inverso. Mas, também, no meio de tudo, existe o drama. Quanto drama. Essa parte eu também odeio. Mas, sem ela, não existe emoção e sem emoção eu já não sentiria nada, o que não é o caso, o caso é que eu não sei exatamente o que eu sinto ou o que sentir. Enfim, também não sei o que fazer.

Romance, paixão, drama, emoção. E a minha vida poderia ser comparada àquele copo de isopor, despedaçada, destruída. Claro que tudo isso é super subjetivo, sempre teremos outras vidas pra começar, inteira, intocadas e blá blá blá. Mas, no caso drama, essa vida da qual falo está em ruínas em uma montanha de ventos fortes. Já a água, eu diria que seria a minha razão que não resistiu ao toque atômico daquela famigerada bomba e sumiu, evaporou. Tento aqui reconstruí-la. Sem muito sucesso, é óbvio.

Ai meu Deus. Ou seu Deus. Qual a seria a graça se fosse possível explicar tudo e qualquer coisa com meia dúzia de palavras? Mas, às vezes, é só isso que eu espero. Meia dúzia de palavras jogadas em tempos diversos, mal conjugadas, tímidas, cínicas, mas com um único significado. E que esse significado seja a eternidade de qualquer coisa que se resuma em um beijo. Depois aquele casual pedido de desculpas, a trivialidade de qualquer gesto que termine em um abraço e a certeza de uma felicidade que também dure aquela eternidade daquele beijo. Não é difícil se quisermos. Mas é impossível se pensarmos.

Não!?

Abraços.

Segunda-feira, Março 20, 2006

Conto de fadas - 4

Morreu arrependida.

Chorou cheio de incerteza.

Contaria toda a verdade.

Nunca soube a verdade.

Ainda o amava.

Para ele, ainda se amam.

Quarta-feira, Março 15, 2006

"...
And the waitress is practicing politics
As the businessmen slowly get stoned
Yes, they're sharing a drink they call loneliness
But it's better than drinkin' alone
..."


Billy Joel - Piano Man

Sem querer, isso já disse tudo. E viva a era do rádio!

Abraços.

Segunda-feira, Março 06, 2006

Não que eu não tenha nada para escrever. Tenho até muita coisa. Mas, na minha navegada rotineira, encontrei esse texto e me senti obrigado a compartilhar a informação. Não que eu seja um escritor ou me ache um, não sou tão modesto...hahahaha...mas, enfim, vale a pena ler.

Ofídio de escritor

Abraços.

Sexta-feira, Março 03, 2006

Da série "vale a pena ler de novo"

De vez em vez, releio o meu blog a procura das minhas próprias memórias. Chega a ser engraçado. Enfim...e, de vez em vez, eu "reposto" um texto que, por algum acaso, tenha me trazido boas lembranças...tá...só queria explicar o porquê...

Quanto ao pôr-do-sol

Falar é quase um pecado; tão mortal quanto o momento. Era assim que sentiam o pôr-do-sol: o momento em que um dia que nasce sem saber o que virá a ser, se torna passado e se esconde lentamente no oeste do acontecido. Sentados, lado a lado, mãos soltas a procurar o lugar certo, a cidade aos seus pés e o mundo nas suas cabeças. Cabeças que escondiam as mais belas e silenciosas dúvidas. Pés que pisaram as nuvens. Esses eles eram. Só eles eles queriam ser. Por que ser mais se tudo o que se precisa é saber ser?

A vida era suficiente. Os anos assim também foram. Igualmente foram os dias. A eternidade se esconde dentro dos segundos que perdemos pensando nas horas que passaram e nos minutos que ainda não vivemos, ela dizia. Quantos mais emos de perder!? E ele sempre se calava. Como se consentisse mas sem nunca acreditar que realmente estava perdendo alguma ou muita coisa.

Se a vida fosse bela qual seria o nome que você daria a ela!? E eles nunca acharam o nome certo. Enquanto o sol insistia em não se esconder a cidade mostrava o seu brilho e as estrelas iam se acendendo, uma a uma. O suspiro é quase tão inevitável quanto o fato. E o sol, condenado ao seu próprio fim, resolve se atirar no escuro do outro lado do mundo. E lá ele nasce, prevendo o desconhecido, trazendo o inimaginável e como se nunca tivesse pensado em morrer.


Abraços...

Quarta-feira, Março 01, 2006

Oh, brave old world...

Tinha me esquecido do bem (ou mal) que me faz escrever. Por eras, incontáveis e indigestivos dias, me apeguei apenas aos meus pensamentos. Não que nunca tivesse pensado, mas, quão interessante é ser e apenas ser. Cogito ergo sum. E não é essa uma verdade?

Dentre outras verdades, mentiras talvez se encontrem, mentiras talvez se escondam. Mentiras que não se fazem menos verdadeiras. Tudo é claro depende de um ponto de vista, quase sempre flutuante e nunca ignorado.

E fez-se a luz, ou melhor, fiat lux. E o que é exatamente essa luz? Se me cegas e já não me deixa distinguir os fatos, de que vale essa luz? Mas, tenho que admitir que no escuro só mesmo a dor dos tropeços me difere daqueles que já não sentem.

Então, cego ou cego, só vejo aquilo que penso e faço de tudo isso o real. Não mais, não menos. Apenas aquilo que penso. Apenas aquilo que vejo.



Abraços...

   
Beba-me! Coma-me!