Como sempre, tudo parece ser "tarde demais". É tarde demais para voltar. Tarde demais para voltar atrás. Tarde demais para pedir desculpas. Tarde demais para pedir qualquer coisa. Como sempre, o sempre nunca é o bastante, nunca sempre impera e o nada é praticamente o meu Deus, minha fé. Fé - maldita seja. Malditas sejam todas as palavras que não deviam ser ditas, todos os dias que não deviam ter existido e todas as vezes em que eu pequei por simplesmente ser o que eu sou. Se lamentar bastasse, se fosse isso suficiente para todo o meu mundo se tornar real, se qualquer sonho pudesse, se tudo simplesmente não ruísse, talvez um dia eu saísse da minha superficialidade infantil e ridícula. Foda-se. Cansei de mim. Cansei de tentar ser. Cansei de tentar. Cansei de existir só pra mim. De tornar tudo tão real e puro só pra mim. De ter tanto e nada. De não ter nada. Exatamente nada e nenhuma escolha a não ser a mesma. As mesmas dores. Os mesmos medos. O avesso de tudo e a essência do nada

Empoeirado

Antes da Esclerose


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Quinta-feira, Abril 27, 2006

A síntese do ser

fui

Segunda-feira, Abril 24, 2006

Eu quero o medo, o abismo, o desejo...

Pensamentos calados, olhos fechados.

O resto é só fantasia.

Sábado, Abril 15, 2006

Esse mundo tá mesmo perdido...e completamente irreconhecível ou desfigurado...

Acabei de ler uma notícia de que um hospital na china realizou o segundo transplante facial do mundo. Tá, bacana. Mas, o mais complicado não é o cara acordar e olhar no espelho e enxergar outra pessoa ou, até, ser rejeitado pela mulher. Talvez role até um fetiche de que ela esteja transando com outro. Mas, o cara corre um grande risco de não ser reconhecido pelo próprio cachorro e ter o rosto desfigurado de novo. Ou, então, talvez o doador do rosto fosse um cara muito malandro e cheio de dívidas e encrenqueiro. Aí, o cara, calmamente andando pela muralha da china e dá de cara com um desconhecido. Desconhecido pra ele pq, para o cara, a cara dele é mais do que conhecida. E lá se vai outro rosto. Sem contar as situações mais indiscretas do mundo...

- Nooooossa! Almeida, quanto tempo...
- Desculpa, acho que vc tá me confundindo com outra pessoa...
- Almeida, Almeida...vai falar que não tá se lembrando de mim?
- Desculpe, eu tenho que te explicar...
- Pois é...não precisa, já entendi...depois daquele acidente eu ouvi dizer que vc tava em coma...espalharam boato até que tinha rolado uma morte cerebral...
- Pois é...rolou...
- Rolou nada...tá aí, ó. Cara de palhaço, nariz de palhaço, só pode ser o Almeida!..HA HA HA!
- Ok ok...mas deixa eu te explicar....
- O quê?
- O seu amigo Almeida morreu...
- Ah, é assim...não...tudo bem...tá certo...agora, tá aí, forte, sadio e morreu para os amigos de antes...
- Vc ainda não entendeu...ele morreu mes...
- Não precisa falar mais nada...eu já saquei...bom saber que vc está bem...manda lembranças para a Ana Clara...não vou mais tomar o seu tempo...vá com Deus...

E o desconhecido se vai achando que o seu amigo de vadiagem o desdenhou. E o transplantado fica com a culpa por ter o rosto do outro. Tá, mas, tudo isso é só uma hipótese não violenta e cômica por um lado...mas...mesmo assim, sabendo que poderia rir pra caralho invadindo a casa do doador e puxando o pé da esposa do cara só pra ver o que aconteceria...eu ainda não consigo me imaginar acordando com outro rosto...

E pensar que fizeram os testes com coelhos, meu! Sacanagem! Toelho é sacanagem!

Abraços...

Segunda-feira, Abril 10, 2006

Crise Criativa - 6

Tudo isso já tá virando piada. Falta de sorte ou azar, como você preferir. Urucubaca, ziquizira, macaca, apolitana, enguiço, inhaca, pé-frio, tanglomanglo, caguira. Palavras não faltam. Ou faltam. Depende para o quê ou para quem. No caso desse mau agourado escritor, elas simplesmente não existem. Não para explicar exatamente o que eu gostaria.

Por quê palavras?

Abraços...

Domingo, Abril 02, 2006

Crise Criativa - 5

Não é invenção. Eu quero escrever. Eu só não sei o quê. Motivos não faltam. Todos muito particulares, claro. E é claro que até para blogs existem limites. Não vou falar sobre a "berruga" que está crescendo no meu dedo indicador. Além de bizarro é um lance muito pessoal. E, do mais, quem iria se importar com o fato?

Mas ontem foi primeiro de abril, dia da mentira. Para alguns, só outro dia. Para outros só um motivo. E, para outros tantos já tão acostumados com a mentira, o fato passa ainda mais do que desapercebido. Aí, eu que sou um mentiroso nato a começar pelo tamanho do meu instrumento, me vi, no final do dia, puro, imaculado. Eu não contei nenhuma mentira no dia da mentira. Nem aquelas mentiras sociais para perguntas incômodas. Nada. Fui reto, direito. Fazer o quê? Acontece, né!?

Já é provado que a mentira é um fato social. Não viveríamos em harmonia se não mentíssemos. Ou melhor, viveríamos em mais desgraças se não mentíssemos. Harmonia é coisa rara, não? Paradoxal ou não, fato é fato.

Enfim...Vivamos às nossas mentiras e tudo pelo social...ainda vou usar essa frase na minha candidatura à presidência.

Abraços...

   
Beba-me! Coma-me!