Como sempre, tudo parece ser "tarde demais". É tarde demais para voltar. Tarde demais para voltar atrás. Tarde demais para pedir desculpas. Tarde demais para pedir qualquer coisa. Como sempre, o sempre nunca é o bastante, nunca sempre impera e o nada é praticamente o meu Deus, minha fé. Fé - maldita seja. Malditas sejam todas as palavras que não deviam ser ditas, todos os dias que não deviam ter existido e todas as vezes em que eu pequei por simplesmente ser o que eu sou. Se lamentar bastasse, se fosse isso suficiente para todo o meu mundo se tornar real, se qualquer sonho pudesse, se tudo simplesmente não ruísse, talvez um dia eu saísse da minha superficialidade infantil e ridícula. Foda-se. Cansei de mim. Cansei de tentar ser. Cansei de tentar. Cansei de existir só pra mim. De tornar tudo tão real e puro só pra mim. De ter tanto e nada. De não ter nada. Exatamente nada e nenhuma escolha a não ser a mesma. As mesmas dores. Os mesmos medos. O avesso de tudo e a essência do nada

Empoeirado

Antes da Esclerose


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Sexta-feira, Maio 26, 2006

Há algo de simples e fascinante na noite. Ela me inquieta pela sutileza e me hipnotiza com o seu silêncio. Talvez seja a poesia que se esconde por detrás de cada sombra. A penumbra e seus mistérios. As estrelas e suas interpretações. A lua e sua melancolia. A glamurosa concepção divina de infinito: o universo. Os sinais de vida que se escondem por detrás de faíscas elétricas. E os sonhos de tantas pessoas que se renovam em meio a medos, desejos, delírios, angústias. Uma cidade morta dormindo o sono dos justos e acordando no pesadelo dos injustiçados. O que é real? O que é fantástico? O que é lúdico? À noite nada é real e tudo é dúbio. Todos são pálidos e vazios. Todos inconscientes, sonâmbulos, caminham como se o paraíso estivesse em cada esquina. E está. Beba-me. Coma-me. O pecado brilha nos neons tortos. Os caminhos tortos de passos bêbados que se alienam e se deixam alienar. Pela noite com os meus mesmos demônios e me perguntando de novo as mesmas coisas. Na noite de latidos e murmúrios, de suspiros e prazeres, nos perdemos quase sem se importar. Nos deixamos levar encantados, tórpidos . Nos calamos só pelo prazer do silêncio e gritamos pelo desejo de ser livre. E vc ouve o chamado. E vc caminha na noite. E vc olha para o céu. E vc imagina o seu céu. E vc sente a noite e lembra de tantas outras noites onde tudo o que vc queria era ter tido mais tempo antes que o sol trouxesse o dia das relações reais de pudor, mentira - tudo é sempre uma novela. A noite pertence aos que sonham - mesmo acordado.

Sexta-feira, Maio 19, 2006

Se as consequências dos meus erros forem sempre as mais trágicas, por quê viver sem emoção já que não importam as escolhas!?

Segunda-feira, Maio 08, 2006

Biscoito da sorte





   
Beba-me! Coma-me!