Como sempre, tudo parece ser "tarde demais". É tarde demais para voltar. Tarde demais para voltar atrás. Tarde demais para pedir desculpas. Tarde demais para pedir qualquer coisa. Como sempre, o sempre nunca é o bastante, nunca sempre impera e o nada é praticamente o meu Deus, minha fé. Fé - maldita seja. Malditas sejam todas as palavras que não deviam ser ditas, todos os dias que não deviam ter existido e todas as vezes em que eu pequei por simplesmente ser o que eu sou. Se lamentar bastasse, se fosse isso suficiente para todo o meu mundo se tornar real, se qualquer sonho pudesse, se tudo simplesmente não ruísse, talvez um dia eu saísse da minha superficialidade infantil e ridícula. Foda-se. Cansei de mim. Cansei de tentar ser. Cansei de tentar. Cansei de existir só pra mim. De tornar tudo tão real e puro só pra mim. De ter tanto e nada. De não ter nada. Exatamente nada e nenhuma escolha a não ser a mesma. As mesmas dores. Os mesmos medos. O avesso de tudo e a essência do nada

Empoeirado

Antes da Esclerose


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Domingo, Setembro 24, 2006

A crônica da garrafa

Debaixo do mesmo céu tão diferente hoje. Lembrando do que não era memória. Fui feliz, sei. Envelhecidos como um bom vinho ou puros como uma simples água eles aparecem como soro, em conta-gotas, em doses precisas, flashes de momentos e histórias. Isso é tudo o que carrego para sempre ou até que se esgotem ou se percam dentro de tantos outros céus, tão bizarros ou de arco-íris cintilantes e sob os quais também vou ser feliz.



Sexta-feira, Setembro 22, 2006

Agora...continuando o assunto mas mudando o tema...eu tenho, por algum hábito ou curiosidade a mania de entrar em um blog. A dona desse blog, a Tata, a quem eu só conheço através de conversas casuais de comentários ocasionais em posts esporádicos, me convidou para uma corrente blogueira que eu não sei de onde veio e em que direção está indo...massss....que é simples e complicada. Seis coisas sobre vc, divididas em seis tópicos e terminando com um convite para seis amigos. 666. Depois rola uma maldição e ainda perguntam "por quê!?".

1. Eu confio no meu taco.
2. Eu cutuco o nariz no trânsito, na frente da tv e quando mais sentir vontade, o nariz é meu!
3. Acho que "banzas" deviam ser embalados em caixinhas de "cigarrinhos de chocolate pan" e vendidos em padarias e bombonieres.
4. Não discuto com loucos, bêbados, crianças, velhinhos ou mulheres na tpm.
5. Sou um amante dos detalhes que fazem toda e qualquer existência incompreensível.
6. Eu tenho um amor verdadeiro e secreto.

Agora, a parte complicada é enviar para seis pessoas. Sou blogueiro mas não leio blogs. Acho que só vou conseguir uns três: A Marsílea tem um blog bacana. Mas que não tem comment. Vou ter que mandar email. Chateação. O Luli tem um puta blog, espero que ele consiga usar as próprias ilustrações. A sempre atualiza. E eu acho que a minha lista é meio limitada.

Abraços malditos...

Quinta-feira, Setembro 21, 2006

Discovery Channel

Ela é mesmo como qualquer um. Humana. Solta pum, tem caganeira, cólica, asia e talvez até uma úlcera. Provavelmente tem chulé e masca um chiclé para garantir o bafinho. Tem estria, sofre com dieta, se quebra em pedaços, faz drama e se apaixona loucamente como qualquer mulher. Pode ser careta, doidona, legal, chata pra caralho. Pode até mesmo ter aqueles tais seis dedos no pé, mas, o que importa mesmo é que ela deu uma na praia e foi filmada. Inescrupulosamente mas não vazia de méritos, as imagens quebraram uma mágia, tiraram todo o mistério, a fantasia. Agora todo mundo sabe que ela toparia, todo mundo sabe que ela adoraria e todo mundo também sabe que ela inclusive não estaria nem aí. O comedor nem vai precisar passar por mentiroso, sim sim, não esqueçamos dele: o vídeo. Aquele vídeo é uma amostra do quão invasiva pode ser a mídia e de quão vulneráveis e hipócritas são os nossos atos e os nossos comentários. Chamar de safada eu chamei. Mas ela mereceu. Foi com mérito! Com competência! O cara mesmo deve ter sussurrado isso na orelha dela e eu vi ela se mordendo! Agora, que foi muito oportunismo e perversão se esconder no mato e filmar um coito marinho, foi. Que atirem as pedras, mas, que foi do caralho, foi...ahhhhhh ha ha, foi.

Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Sábado, Setembro 02, 2006

Não consegui achar as palavras para ilustrar os meus pensamentos. Achei uma foto perdida entre outras tantas. E foi nesse mundo de palavras escondidas em sombras e manchas e cinza e preto e branco que eu imaginei e vivi toda uma história qualquer que já não lembro mais. Nada demais, tudo do mesmo e as palavras continuam poucas.



Abraços...