Como sempre, tudo parece ser "tarde demais". É tarde demais para voltar. Tarde demais para voltar atrás. Tarde demais para pedir desculpas. Tarde demais para pedir qualquer coisa. Como sempre, o sempre nunca é o bastante, nunca sempre impera e o nada é praticamente o meu Deus, minha fé. Fé - maldita seja. Malditas sejam todas as palavras que não deviam ser ditas, todos os dias que não deviam ter existido e todas as vezes em que eu pequei por simplesmente ser o que eu sou. Se lamentar bastasse, se fosse isso suficiente para todo o meu mundo se tornar real, se qualquer sonho pudesse, se tudo simplesmente não ruísse, talvez um dia eu saísse da minha superficialidade infantil e ridícula. Foda-se. Cansei de mim. Cansei de tentar ser. Cansei de tentar. Cansei de existir só pra mim. De tornar tudo tão real e puro só pra mim. De ter tanto e nada. De não ter nada. Exatamente nada e nenhuma escolha a não ser a mesma. As mesmas dores. Os mesmos medos. O avesso de tudo e a essência do nada

Empoeirado

Antes da Esclerose


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Quinta-feira, Março 15, 2007





Quarta-feira, Março 07, 2007

toda e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. ou não. talvez seja só mesmo o destino que como uma novela cheia de clichês se revela mais uma vez cheia de surpresas. no próximo capítulo talvez seja desvendado todo o mistério. mas, que graça!? todas, oras. não!? descobri que não existe vacina capaz de parar o vírus tempo, que não existem atalhos que encurtem o caminho e que para esse mesmo caminho ou tempo não existe nenhum método indolor, incolor ou inodoro. tudo ao seu tempo, tudo ao meu tempo e tudo sem tempo. late and lost, a história da minha vida. do mais, a felicidade é por acaso esse momento em que nos ocupamos com as coisas miúdas deixando à parte o grosso. o mundo macro é muito mais divertido do que a milionésima parte de qualquer problema. por fora, na casca, no todo, na extremidade, está e sempre esteve a solução para todos esses detalhes. detalhes que, talvez, nem sejam assim problemas, só detalhes. mas, como o diabo está nos detalhes, é lá que encontramos os defeitos, é só lá que existe a imperfeição. a pureza, a total falta de condição para qualquer sentimento, a completa vontade de ser é uma coisa infinitamente maior. é nesse infinito que chega a parecer invísivel de tão grande que hoje eu resido. é nesse infinito que eu quero ficar. é nesse infinito que eu existo, sinto e percebo. longe de tudo o que é pequeno. longe de mim mesmo, mas perto daquilo que o acaso daqueles mesmos detalhes e daquele mesmo infinito reservou.